Commu On Fire: como criamos uma comunidade intencional no maior evento de marketing digital do Brasil
Criar uma comunidade em 2025 vai muito além de abrir um grupo e esperar que as conexões aconteçam. Com o excesso de conteúdo e a busca crescente por pertencimento, comunidades se tornaram espaços estratégicos de troca, profundidade e transformação.
Descubra como transformamos o Fire Festival da Hotmart em um terreno fértil para conexões reais e criação de comunidade.
Talvez você já tenha ouvido falar do Fire Festival: um dos maiores eventos de marketing digital do Brasil, promovido pela Hotmart. Um lugar com muito conteúdo, muitas palestras e muita gente boa. Mas também um ambiente onde é fácil se perder no meio da multidão e sair com a sensação de que faltou algo.
A Commu esteve por lá em 2023 e sentiu na pele um dos maiores desafios desses grandes eventos:
“A dificuldade de se fazer conexões de qualidade.”
Foi a partir dessa vivência que nasceu a ideia de criar um espaço onde as conexões não fossem um acaso, mas uma intenção. Um lugar onde participantes do Fire Festival pudessem se encontrar de verdade, trocar experiências, criar laços.
Assim nasceu o Commu On Fire: uma comunidade intencional pensada para acontecer antes, durante e depois do Fire. Um espaço paralelo ao evento oficial, criado para sustentar relações que fazem sentido.
Como nasceu o Commu On Fire?
Apesar de ser riquíssimo em conteúdo, muitas pessoas saíam do Fire Festival sem sentir que realmente se conectaram com outras. As palestras eram densas e bem produzidas, mas o espaço para trocas humanas e autênticas era limitado. E para quem trabalha com comunidades, isso faz muita diferença.
Colocamos em prática tudo que ensinamos no curso Communectar e aplicamos a metodologia CCC, que é o coração do nosso trabalho. Essa metodologia passa por seis etapas fundamentais:
- Diagnóstico: entender o contexto, dores e oportunidades;
- Estruturação: criar as bases da comunidade (rituais, espaços, acordos);
- Posicionamento: comunicar com clareza para quem e por que a comunidade existe;
- Captura: atrair as pessoas certas para o espaço;
- Monetização: encontrar formas sustentáveis de viabilizar a comunidade;
- Manutenção: sustentar os vínculos e o funcionamento no longo prazo.
Foi esse passo a passo que nos guiou para criar uma experiência de pertencimento real dentro de um evento tão intenso quanto o Fire.
O que foi o Commu On Fire?
O Commu On Fire foi uma comunidade criada especialmente para participantes do Fire Festival. Um espaço de trocas significativas, ativações coletivas e encontros desenhados para gerar conexões verdadeiras em meio às intensas atividades do evento.
(Importante ressaltar que é uma comunidade sem nenhum apoio da organização do evento ou da empresa responsável. Foi uma iniciativa interna da Commu, feita gratuitamente e divulgada através de nós mesmos)
Também foi uma oportunidade poderosa para criar consciência sobre a profissão de gestor(a) de comunidade. Para nossa surpresa, ou não, percebemos que muitas pessoas no evento — mesmo atuando com marketing digital — ainda não sabiam o que era uma comunidade intencional, ou sequer reconheciam a gestão de comunidade como uma profissão.
“A gente falava que era gestor de comunidade e as pessoas perguntavam: ‘Como vocês ganham dinheiro com isso?’”
Esse estranhamento reforçou a importância de mostrar, na prática, o que significa estar em uma comunidade com propósito, acordos e trocas que geram valor coletivo.
Além disso, o Commu On Fire fortaleceu conexões que vão muito além do evento. Foram colabs, convites para podcasts, parcerias e novas possibilidades surgindo de conversas genuínas — com direito a netweaving e trocas que prometem render frutos no longo prazo.
Manutenção também é estratégia
Uma comunidade não se sustenta sozinha. Antes e durante o evento, promovemos ações intencionais para manter a energia e o vínculo entre os membros:
- Encontros de conexão com dinâmicas em grupo e salinhas de Zoom;
- Um point fixo de networking com adesivos personalizados (nome, área de atuação e assunto preferido);
- Roda de conversa presenciais, fora do WhatsApp;
- Educação sobre os canais e estímulo à cultura de participação;
- Integração contínua com acolhimento, apresentações e conexão entre membros;
- Planejamento e rituais colaborativos, além de leitura de métricas para ajustes constantes;
- Momentos espontâneos de convivência e apoio prático, como empréstimos de carregadores e ajuda entre membros.
“A manutenção é o que faz a comunidade existir e prosperar no longo prazo. Precisa de planejamento, rituais e leitura constante das necessidades do grupo.”
Três aprendizados que saíram da experiência
- Em eventos presenciais, o networking é mais valioso do que o conteúdo
A maioria das pessoas pode até comprar ingresso pelo line-up, mas sai do evento falando de quem conheceu. Isso porque, no fim das contas, o que gera transformação real não é apenas o que você aprende, mas com quem você aprende, conversa, cria.
No Fire, reforçamos ainda mais que as conexões humanas eram o verdadeiro diferencial — mas também o ponto mais negligenciado. Os eventos investem milhões em palco, mas deixam os encontros ao acaso. Criar espaços intencionais de encontro, onde as pessoas não apenas se esbarrem, mas realmente se vejam, pode ser mais impactante do que qualquer keynote.
Não é sobre sair com dezenas de cartões, mas com uma ou duas conexões que podem mudar sua trajetória. E isso só acontece quando o networking deixa de ser fortuito e vira experiência planejada.
- As pessoas querem se conectar — mas foram pouco ensinadas a como fazer issoExiste um desejo coletivo por conexões mais significativas. Todo mundo fala em “networking”, mas o que se vê nos bastidores dos eventos é muita gente sozinha, deslocada, abrindo e fechando o WhatsApp entre uma palestra e outra.
Faltam estruturas que sustentem o encontro: convites claros, mediação suave, contexto para que as trocas fluam.
A conexão não acontece no grito, acontece no cuidado. E por isso, uma comunidade bem estruturada não só facilita o networking, como educa sutilmente as pessoas a se relacionarem melhor — dentro e fora do evento.
- O papel do gestor de comunidade é invisível aos olhos, mas essencial à experiência
Nos corredores do Fire, quando dizíamos que criamos a primeira empresa do Brasil a oferecer o serviço de gestão de comunidade, víamos olhares curiosos e perguntas como:
“Mas o que exatamente vocês fazem?”
A verdade é que, quando o trabalho é bem feito, ele quase desaparece. Porque tudo parece natural: as conexões fluem, os encontros acontecem, a energia se mantém. Mas por trás desse “natural”, existe método, sensibilidade e intenção.
A gestão de comunidade não é sobre moderar um grupo ou organizar encontros. É sobre criar campo. Ler o clima, perceber quem está à margem, mediar sem parecer mediação, convidar sem constranger, sustentar vínculos sem sufocar.
É ela que transforma um amontoado de desconhecidos em um círculo de trocas. É ela que cuida do invisível: do tom das mensagens à temperatura dos encontros, da cultura de participação ao silêncio que também fala.
No Commu On Fire, a presença de gestores fez toda a diferença. Porque conexão sem cuidado vira ruído. Mas com cuidado, vira potência.
O gestor de comunidade é quem cuida da alma do espaço — e alma, como a gente sabe, é o que torna qualquer experiência inesquecível.
Quer viver isso com a gente?
Quer aprender a criar uma comunidade com intencionalidade desde o início? A Communectar é o seu próximo passo. Lá você aprende a desenhar sua comunidade com clareza, estratégia e pertencimento, tudo com base na metodologia CCC que você viu neste post.
Quer ver como foi a última edição?
O episódio #001 do Commu Ensina está disponível no YouTube. Nele, Iza e Rafa compartilham os bastidores da edição mais recente do Commu On Fire e os aprendizados que ela gerou.